Jovens
Universidade britânica repensa regras de admissão
Oxford pode deixar de aceitar pequenos génios
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22.08.2005 - 12h40 PÚBLICO
Há dois anos chegou ao Reino Unido sem saber falar inglês. Tinha 12 anos. Começou a frequentar uma escola e pouco depois era já considerado um aluno com talentos excepcionais. Na semana passada, aos 14 anos de idade, o jovem chinês Yinan Wang conseguiu o ingresso na Universidade de Oxford. Poderá ter sido o último menino-prodígio a concretizar a façanha.
É que Oxford, que já é a única universidade britânica a aceitar alunos com menos de 17 anos de idade, está a considerar rever o seu sistema de admissões. E estabelecer uma idade mínima de ingresso na instituição: 17 anos. Actualmente, explicava ontem o jornal The Guardian, os colégios da universidade têm liberdade para seleccionar os seus caloiros. E a idade não é um factor de peso, numa instituição que se orgulha de não discriminar ninguém quando é o conhecimento que está em causa. De resto, a mais jovem estudante da casa formou-se em Matemática aos 15 anos, lembra o The Independent.A discussão sobre a revisão do modelo de acesso tem dois fundamentos: "Não é apenas porque nos preocupamos se é psicologicamente saudável para as crianças estudarem aqui, mas também por causa das novas leis de protecção de crianças que entraram em vigor este ano", explicou Ruth Collier, porta-voz do departamento de admissões da instituição.Enquanto Wang, o chinês de 14 anos que vai estudar ciência no Corpus Christi College de Oxford, procura um quarto - recentemente disse ao The Independent que não queria ficar junto dos estudantes mais velhos na residência, por recear que gozassem com ele -, na universidade debate-se um facto muito simples: as novas leis introduzidas em Março atribuem a todos os que trabalham com crianças o dever legal de protegê-la. E isso implica mudanças e custos.Oxford foi pensada para adultos, lembra Ruth Collier. E agora está um pouco perdida. "Como somos a única universidade a aceitar crianças o Governo não elaborou linhas orientadoras especificamente sobre como devem as instituições de ensino superior aplicar a lei".Na lista de preocupações de Collier estão, por exemplo, a necessidade imposta pela legislação de não deixar as crianças por sua conta entre adultos e de assegurar que qualquer professor que entre em contacto com elas tenha visto o seu registo criminal avaliado.

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