"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Uma declaração sobre os profetas

Declaração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
sobre a publicação dos "cartoons" sobre Maomé
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1247327&idCanal=15
9 de Fevereiro de 2006

o país lamenta e discorda dos desenhos
ou caricaturas que ofendem
a liberdade, como todas as liberdades, deve respeitar
direitos de ter ou não ter
religião
e tendo, os símbolos
para os católicos são cristo e a virgem maria
para os muçulmanos um dos principais é a figura do profeta
sem limites é licenciosidade
o que se passou nos países europeus é uma guerra
ainda por cima com religiões monoteístas
que descendem do mesmo profeta



Declaração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a publicação dos "cartoons" sobre Maomé

Portugal lamenta e discorda da publicação de desenhos e/ou caricaturas que ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos. A liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros. Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa – que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa. Para os católicos esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria. Para os muçulmanos um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé. Todos os que professam essas religiões têm direito a que tais símbolos e figuras sejam respeitados. A liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade. O que se passou recentemente nesta matéria em alguns países europeus é lamentável porque incita a uma inaceitável “guerra de religiões” – ainda por cima sabendo-se que as três religiões monoteístas (cristã, muçulmana e hebraica) descendem todas do mesmo profeta, Abraão.

Diogo Freitas do Amaral
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros