Empresa prometeu alterar a informação disponibilizada
Nos mapas do Rio de Janeiro da Google faltam bairros mas não faltam favelas
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Por Isabel Gorjão Santos
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« anteriorseguinte »A Google vai alterar os mapas do Rio de Janeiro que disponibiliza na Internet, depois de ter recebido inúmeras queixas. Estão lá todas as favelas da cidade, mesmo as mais pequenas, mas faltam muitos bairros.
Todas as favelas do Rio aparecem no Google Maps (Bruno Domingos/Reuters)
Há muito que as autoridades do Rio de Janeiro notaram uma grande discrepância nos mapas da cidade que a Google apresenta. Estão lá as mais de 600 favelas que existem na cidade, mas faltam pontos turísticos e bairros como o Cosme Velho só aparecem ao final de várias ampliações. Agora a Google reconheceu o problema e prometeu alterar os mapas, o que acontecerá nos próximos seis meses. Até lá será hierarquizada a informação para que os bairros e os pontos turísticos apareçam com maior destaque.
O secretário do Turismo do Rio de Janeiro, António Figueira de Mello, considerou a situação “um absurdo” e adiantou ao jornal O Globo que, ainda em 2009, enviou um pedido à Google para que incluísse nos mapas os pontos turísticos e diferenciasse as favelas dos bairros.
“A Google nunca teve a intenção de difamar o Rio. O problema é a falta de critério das informações, colocadas no mapa sem hierarquização. Compramos as informações sobre a cidade e usamos sem as hierarquizar”, explicou ao Globo Félix Ximenes, director de comunicação da Google. O objectivo é agora hierarquizar os dados para que o cibernauta receba primeiro a informação mais relevante, adiantou.
Um turista que queira apanhar em Cosme Velho o teleférico para visitar a estátua de Cristo Redentor, por exemplo, não consegue encontrar facilmente o bairro, mas encontrará sem problemas a favela Vila Imaculada Conceição. “É dada a falsa impressão de que a área urbana não e mais do que um aglomerado de favelas”, diz O Globo. Um residente em Humaitá adiantou ao jornal brasileiro que “alguém que não conheça a cidade ficará assustado”.
Não é a primeira vez que os mapas da Google causam controvérsia. No início deste ano, a cidade alemã de Endem denunciou o facto de o seu porto ter sido colocado do lado holandês da fronteira, recordou a BBC. E em Novembro do ano passado a Costa Rica acusou a Google de alimentar um conflito fronteiriço ao colocar uma ilha disputada em território da Nicarágua.

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