"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

quarta-feira, julho 12, 2006

Reprodução assistida

Aconselhando não utilização de todas as opções previstas pela nova lei
Igreja vai divulgar instruções a católicos sobre reprodução assistida
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1263786
11.07.2006 - 21h43 Lusa

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa anunciou hoje que vão ser publicadas instruções aos cristãos sobre a reprodução medicamente assistida, recomendando-lhes que não utilizem todas as opções clínicas previstas pela nova legislação.
A nova lei autoriza o diagnóstico pré-implantatório, a criação de embriões excedentários, a doação de espermatozóides e ovócitos, abrindo também as portas à investigação com embriões excedentários – situações contestadas pela Igreja.De acordo com D. Carlos Azevedo, porta-voz da CEP, a publicação de "linhas de orientação" para o comportamento dos cristãos nesta área já estava prevista antes da promulgação da lei, anunciada hoje pela Presidência da República."Cada órgão de soberania exerce a sua acção e os cristãos terão de se adaptar à realidade legislativa sem se socorrer daquilo que vai contra a dignidade humana", explicou o o prelado.O documento que será publicado em breve vem "dar orientações aos cristãos do ponto de vista ético e moral", incentivando-os "a não recorrer a todas as liberdades que a lei permite", já que algumas "vão contra a dignidade humana".Em Janeiro, a CEP publicou uma nota sobre esta matéria, defendendo que qualquer "método deve atender ao direito da criança que irá nascer, como fim em si mesma e não resultado de um direito paterno ou materno sem limites"."Sendo o embrião uma vida humana dotada de dignidade, as técnicas usadas devem evitar a existência de embriões excedentários, mesmo destinados a uma segunda gravidez do casal", considerou então a Igreja Portuguesa, que opta, no entanto, por comentar a decisão do Presidente da República.