"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

quarta-feira, julho 25, 2007

A influência do homem

Artigo a publicar na "Nature"
Investigadores provam influência do homem nos níveis de precipitação
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1300253&idCanal=13
24.07.2007 - 10h09 PUBLICO.PT

Uma equipa de investigadores canadianos e norte-americanos defende que existe relação entre a actividade humana e os níveis de precipitação registados no século XX. Segundo os responsáveis, esta é a primeira vez que se consegue provar a existência de alterações do padrão de precipitação provocadas pela acção do homem.
O estudo foi feito através da comparação das alterações observadas nos níveis de precipitação registados ao longo do século XX com as alterações simuladas em 14 modelos climáticos. "A acção humana teve uma influência detectável nas alterações observadas na precipitação média e estas mudanças não podem ser explicadas pelas variações climáticas internas ou pela acção da natureza", lê-se no relatório do estudo.Os resultados sugerem que a acção humana contribuiu de forma significativa para o aumento de precipitação observado nas latitudes médias do Hemisfério Norte, também designadas por Zona Temperada; para uma situação de seca nos trópicos e sub-trópicos do mesmo hemisfério; e provocaram o aumento da humidade nos sub-trópicos e trópicos profundos do Hemisfério Sul."As mudanças observadas podem já estar a ter um efeito significativo nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana nas regiões mais sensivas as alterações de precipitação", dizem os investigadores, alertando para a situação em regiões como a faixa do Sahel, em África. A influência humana no clima já tinha sido detectada na temperatura do ar à superfície, na pressão do nível do mar, na temperatura da atmosfera livre, na altura da tropopausa (a camada intermediária entre a troposfera e a estratosfera) e no índice de aquecimento do oceano.O estudo será publicado pela revista "Nature" esta quinta-feira.

domingo, julho 08, 2007

Agricultura

Estudo da Universidade de Lund
Dieta à moda do Paleolítico para controlar níveis de açúcar no sangue
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1298402
03 de Julho de 2007
POR Andréia Azevedo Soares

imitar as refeições dos antigos é o melhor método
para ensinar ós órgãos a tolerar
os vários efeitos da dieta nos humanos
casos curiosos
de populações nativas
a explicação é simples: armazenamos tudo debaixo da roupa
como a sensação de fome
durante quarenta dias
no máximo

os habitantes de ilhas sem agricultura têm mais problemas

A Gronelândia já teve florestas e borboletas
http://dn.sapo.pt/2007/07/08/sociedade/a_gronelandia_teve_florestas_e_borbo.html
8 de Julho de 2007

A Gronelândia (Terra Verde) merece afinal o seu nome. A investigação de núcleos de gelo, de uma equipa internacional que acaba de publicar as conclusões na revista Science, revelou rastos de ADN de borboletas e de traças que habitavam numa floresta de pinheiros e abetos. A ilha era verde há 450 mil anos e o material genético recuperado poderá ser o mais puro e antigo jamais visto.Segundo os autores, esta floresta encontrava-se no Sul da Gronelândia e floresceu numa altura em que as temperaturas eram bem mais elevadas do que as actuais. Há 450 mil anos, ocorreu um novo arrefecimento e o gelo avançou sobre as zonas verdes, engolindo-as para sempre.O recuo no tempo agora conseguido permite compreender que a camada de gelo sobre a Gronelândia é mais resistente do que se supunha. No último período interglacial, entre 116 mil e 130 mil anos, as temperaturas eram cinco graus superiores às actuais e o gelo manteve-se, preservando os indícios mais antigos de vida.Segundo Eske Villerslev, da Universidade de Copenhaga, citado pela BBC, "mostrámos pela primeira vez que o Sul da Gronelândia, actualmente sob mais de dois quilómetros de gelo, era bem diferente da Gronelândia que vemos hoje". O académico também considera que os dados recolhidos mostram uma estrutura do manto gelado mais estável do que se acreditava, o que "pode ter implicações na reacção das camadas de gelo ao aquecimento global". - L. N. e SCIENCE (imagem)

Cenas de sexo rápido nas praças de São Paulo
http://dn.sapo.pt/2007/07/08/internacional/cenas_sexo_rapido_pracas_sao_paulo.html
8 de Julho de 2007

A polícia de São Paulo tem pela frente um novo desafio representado por casais que se encontram num local público central, previamente combinado, e mantêm no interior de um veículo uma relação sexual rápida à frente de terceiros. Esta prática que se está a generalizar em São Paulo e noutras cidades do Brasil, é comum na Grã-Bretanha, onde os círculos de interessados ultrapassam já os 20 mil, segundo o Diário de S. Paulo.A situação envolve em regra pessoas totalmente nuas que conduzem automóveis, de onde uma delas sai para o veículo do parceiro, mantendo relações o mais rápidas possíveis perante uma plateia, dos quais muitos dos seus membros foram previamente avisados da realização de tal evento. Daí, a designação de dogging para esta actividade, que implica estar atento para se aperceber do local e momento em que se realiza o acto sexual. Aquele decorre principalmente à hora de ponta, em que os engarrafamentos e aumento de movimento de pessoas e veículos ajudam a justificar atrasos e servem, por outro lado, de plateia potencial.As autoridades brasileiras já recensearam centenas de grupos de adeptos de dogging no país, dando o diário da cidade paulista antes referido o exemplo do site Dogging in Sampa, em que os participantes elaboram sobre esta prática, que atrai, como seria previsível, inúmeros voyeurs.Os mails e o Messenger são, como também seria de esperar, instrumentos centrais neste tipo de actividade.Um responsável da polícia de São Paulo explica que a adrenalina e um certo culto do exibicionismo ajudam a explicar a popularidade deste tipo de relação sexual mantido por pessoas comprometidas, muitas delas casadas com outros que não o seu parceiro de ocasião. Patricia Espírito Santo, uma orientadora sexual e jornalista ouvida pelo Diário de S. Paulo refere que o próprio facto de a polícia perseguir os praticantes de dogging só os vai estimular e ajudar a popularizar este tipo de sexo-expresso.Na opinião daquela autora, por outro lado, é exagerado pensar que todos os envolvidos apresentam algum tipo de perturbação e justifica essa sua asserção com o carácter exibicionista e hedonista predominante nas sociedades contemporâneas.OrigensA prática do dogging teve origem na Grã-Bretanha, onde tem vindo a crescer a preocupação com as questões de saúde, já que muitos dos participantes nestas acções não cumprem as mínimas regras de prevenção, como uso de preservativos.Na Grã-Bretanha, os grupos reúnem-se normalmente em parques públicos ou de estacionamento, mantendo núcleos em algumas das principais cidades.