Os novos habitantes
Os novos habitantes do 'Mundo Perdido'
http://dn.sapo.pt/2007/12/20/ciencia/os_novos_habitantes_mundo_perdido.html
POR Helena Tecedeiro
O rato gigante da espécie dos mallomys é cinco vezes maior do que o rato que se encontra nas cidades, enquanto o gambá-pigmeu de tipo cercartetus é um dos mais pequenos marsupiais do mundo. Em comum têm o facto de viverem nas florestas tropicais da Papua indonésia e de terem sido descobertos em Junho por um grupo de cientistas americanos e indonésios, anunciou a organização Conservation International."É bom saber que ainda existem na terra lugares isolados que permanecem sob o reinado absoluto da natureza selvagem", disse o líder da expedição Bruce Beehler, citado pelo site da revista National Geographic. Esta foi a segunda viagem dos cientistas da Conservation International às montanhas Foja, na zona ocidental da ilha da Nova-Guiné. A primeira expedição, em 2005, revelara um "Mundo Perdido" onde foram encontradas dezenas de novas espécies de rãs, borboletas e palmeiras. Em Junho deste ano, os cientistas decidiram regressar ao local, um dos mais isolados do mundo. E não deram a viagem por perdida. Durante vários dias receberam a visita no seu acampamento de um rato gigante. O roedor, "cinco vezes maior do que um rato da cidade", como explicou ao Science Daily Kristopher Helgen, do instituto Smithsonian em Washington, parecia não ter qualquer medo dos humanos. Com perto de dois quilos, o rato gigante parece mesmo estar bastante à vontade nas mãos de Matua Sinaga, um cientista indonésio, especialista em mamíferos. Além deste rato de dimensões mais semelhantes às de um gato, os cientistas americanos e indonésios descobriram ainda uma espécie desconhecida de gambá-pigmeu. Ambos os animais estão agora a ser analisados por especialistas que deverão confirmar que eram, de facto, desconhecidas até agora. Acompanhado por uma equipa de filmagens, o grupo de cientistas recolheu as primeiras imagens dos rituais de acasalamento de espécies raras de aves."Jardim do Éden"A acreditar nos cientistas, estes dois animais prometem não ser os últimos exemplares raros descobertos nos bosques tropicais da Papua indonésia. A região, com uma das maiores biodiversidades do mundo, foi explorada pela primeira vez pela equipa da Conservation International em 2005. Descrita por Beehler como um "Jardim do Éden", os seus 42 milhões de hectares de floresta tropical estão ameaçadas pelo abate ilegal de árvores que dão lugar a plantações de palmeiras destinadas à produção de óleo de palma."Foram poucos os cientistas que entraram nesta região devido à dificuldade de acesso", explicou à Reuters Mathua Sinaga. O cientista do Instituto de Ciências indonésio acredita que "a probabilidade de virmos a encontrar mais espécies novas é muito elevada".

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