"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

terça-feira, abril 26, 2011

Depois das obras de restauro
Torre de Pisa está renovada
26.04.2011 - 12:25
http://publico.pt/Cultura/torre-de-pisa-esta-renovada_1491324
Por Andreia Montez

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« anteriorseguinte »Vinte anos depois de trabalhos de restauros e reforço estrutural a que foi submetida a Torre de Pisa, em Itália, volta a estar limpa e sem estruturas de apoio visíveis.
Desde 1993 que a Torre de Pisa tem vindo a ser submetida a obras de restauro e estabilização da sua estrutura (Reuters)

A cerimónia oficial para celebrar o culminar dos trabalhos, que tiveram início em 1993, num dos edifícios mais emblemáticos do mundo, terá lugar no dia 17 de Junho, data em que se festeja um século desde que o monumento foi reaberto ao público.

“É um acontecimento que esperávamos desde 1990” disse ao espanhol “El Mundo” o alcaide Marco Filippeschi enquanto estavam a ser retiradas as últimas estruturas que apoiavam o monumento reconhecido mundialmente pela sua acentuada inclinação.

Há uma década que foram retiradas as estruturas que tiveram como objectivo corrigir 40 centímetros da inclinação do edifício situado na Piazza dei Miracoli. A partir dessa altura iniciaram-se os trabalhos de limpeza e de restauro dos 7 mil metros de mármore que reveste a aclamada torre e que se encontravam muito sujos por causa da contaminação.

Como resultado, após a limpeza, o cinzento deu lugar ao branco que com a sua candura faz brilhar de novo a Torre de Pisa, um ícone de Itália.

A Torre de Pisa foi erguida em 1174 e tinha como finalidade albergar o sino da Catedral de Pisa. A sua construção num terreno instável é a principal justificação para a inclinação que os arquitectos tentaram minorar, sem sucesso, durante séculos – apesar de existir quem defenda que a inclinação fazia já parte do projecto.

Agora, depois de todas as obras a que foi submetido, o monumento que tem 14.700 toneladas e 55,8 metros de altura a exercer força sobre a inclinação de quase quatro metros, deixou de se inclinar e a cada ano irá endireitar-se um pouco, garantem os especialistas, apesar de se tratar de valores infinitesimais. Este será um processo que se verificará nos próximos dois ou três anos. Assim durante os próximos três séculos não haverá motivo para preocupação.

Empresa prometeu alterar a informação disponibilizada
Nos mapas do Rio de Janeiro da Google faltam bairros mas não faltam favelas
http://publico.pt/Mundo/nos-mapas-do-rio-de-janeiro-da-google-faltam-bairros-mas-nao-faltam-favelas_1491415
Por Isabel Gorjão Santos

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« anteriorseguinte »A Google vai alterar os mapas do Rio de Janeiro que disponibiliza na Internet, depois de ter recebido inúmeras queixas. Estão lá todas as favelas da cidade, mesmo as mais pequenas, mas faltam muitos bairros.
Todas as favelas do Rio aparecem no Google Maps (Bruno Domingos/Reuters)

Há muito que as autoridades do Rio de Janeiro notaram uma grande discrepância nos mapas da cidade que a Google apresenta. Estão lá as mais de 600 favelas que existem na cidade, mas faltam pontos turísticos e bairros como o Cosme Velho só aparecem ao final de várias ampliações. Agora a Google reconheceu o problema e prometeu alterar os mapas, o que acontecerá nos próximos seis meses. Até lá será hierarquizada a informação para que os bairros e os pontos turísticos apareçam com maior destaque.

O secretário do Turismo do Rio de Janeiro, António Figueira de Mello, considerou a situação “um absurdo” e adiantou ao jornal O Globo que, ainda em 2009, enviou um pedido à Google para que incluísse nos mapas os pontos turísticos e diferenciasse as favelas dos bairros.

“A Google nunca teve a intenção de difamar o Rio. O problema é a falta de critério das informações, colocadas no mapa sem hierarquização. Compramos as informações sobre a cidade e usamos sem as hierarquizar”, explicou ao Globo Félix Ximenes, director de comunicação da Google. O objectivo é agora hierarquizar os dados para que o cibernauta receba primeiro a informação mais relevante, adiantou.

Um turista que queira apanhar em Cosme Velho o teleférico para visitar a estátua de Cristo Redentor, por exemplo, não consegue encontrar facilmente o bairro, mas encontrará sem problemas a favela Vila Imaculada Conceição. “É dada a falsa impressão de que a área urbana não e mais do que um aglomerado de favelas”, diz O Globo. Um residente em Humaitá adiantou ao jornal brasileiro que “alguém que não conheça a cidade ficará assustado”.

Não é a primeira vez que os mapas da Google causam controvérsia. No início deste ano, a cidade alemã de Endem denunciou o facto de o seu porto ter sido colocado do lado holandês da fronteira, recordou a BBC. E em Novembro do ano passado a Costa Rica acusou a Google de alimentar um conflito fronteiriço ao colocar uma ilha disputada em território da Nicarágua.

Na Índia
Última fábrica a produzir máquinas de escrever em todo o mundo fechou as portas
http://publico.pt/Sociedade/ultima-fabrica-a-produzir-maquinas-de-escrever-em-todo-o-mundo-fechou-as-portas_1491394

26.04.2011 - 17:20 Por Hugo Torres

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13 de 18 notícias em Sociedade
« anteriorseguinte »Os anos 1950 fizeram da máquina de escrever um símbolo da independência na Índia, onde estes ruidosos instrumentos continuaram a ser produzidos até aos dias de hoje. Mas esta história de resistência chegou ao fim: a última fábrica que continuava a fazê-las chegar ao mercado capitulou face à supremacia dos computadores.
As máquinas de escrever fazem há muito parte do espólio dos museus (Foto: Tomas Bravo/Reuters/arquivo)

A Godrej & Boyce, a multinacional com sede em Bombaim que ainda apostava na produção de máquinas de escrever, decidiu pôr um ponto final numa cronologia com quase século e meio (a primeira máquina de escrever comercial foi fabricada em 1867, nos Estados Unidos), aceitando finalmente a obsolescência deste instrumento de trabalho.

A última década foi fatal para a máquina de escrever. Nos anos 1990, já a época dourada no Ocidente tinha acabado, a Godrej & Boyce conseguia vender cerca de 50 mil máquinas anualmente. No entanto, o declínio progressivo das vendas culminou com um mínimo histórico no ano passado: saíram menos de 800.

“No início dos anos 2000, os computadores passaram a dominar. Todos os fabricantes de máquinas de escrever de escritório pararam a produção, excepto nós”, observou o director executivo da empresa, Millind Dukle, ao diário indiano Business Standard. E eles resistiram até agora, Abril de 2011.

“Não estamos a receber muitas encomendas. Até 2009, costumávamos produzir 10 a 12 mil máquinas por ano”, contabilizou Dukle. Na despedida, sobram as duas centenas que ainda se encontram em armazém, a maioria das quais em árabe. “Esta pode ser a última oportunidade para os amantes da máquina de escrever”, sublinhou o responsável.

As máquinas vão passar definitivamente para os antiquários e museus, aonde chegaram anos antes do fim de linha. Desde logo, nos dedicados a alguns dos escritores mais relevantes do século passado: Faulkner, Hemingway, Burroughs, Kerouac. Este último, por exemplo, escreveu Pela Estrada Fora num único rolo de papel, para não ter que trocar as folhas da máquina e interromper a narrativa.

As histórias são muitas, os nomes reconhecíveis também – ainda hoje Cormac McCarthy escreve à máquina. Contudo, a história deste instrumento, que começou a ser desenvolvido no início do século XVIII, não se reduz a notáveis. Os escritórios eram o território natural das máquinas de escrever, que desempenhavam o actual papel quotidiano dos computadores: banais e indispensáveis.

quarta-feira, abril 20, 2011

Religião
Especialista diz que dia da Última Ceia está errado
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1833336

por DN.pt18 Abril 2011


A Última Ceia de Jesus Cristo com os apóstolos não aconteceu na noite da Quinta-feira Santa, como manda a tradição cristã, mas realizou-se numa quarta-feira. Quem o diz é o especialista britânico Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge.

"A 'Última Ceia' aconteceu numa quarta-feira, 1.º dia de Abril do ano 33", afirmou ao jornal "The Times" o professor, que é autor do livro intitulado "The Mystery of the Last Supper" ("O mistério da última ceia").

"Os especialistas em Bíblia e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte, às 09h00. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém. Os especialistas percorreram a cidade com um cronómetro para ver como podiam ocorrer todos os acontecimentos entre a noite de quinta-feira e a manhã de sexta-feira. A maioria concluiu que era impossível", escreve o professor.

Para agravar a confusão, os apóstolos Mateus, Marcos e Lucas dizem que a última ceia foi uma refeição pascal, enquanto João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica.

O investigador afirma agora que "todos têm razão". O problema, explica, é que os apóstolos "se referem a dois calendários diferentes".

Conciliando os dois calendários, Colin Humphreys conclui que a Última Ceia aconteceu na véspera da Quinta-feira Santa, ou seja, quarta-feira.

Chernobil/25 anos
"Zona restrita" pode transformar-se em parque turístico
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1834376&seccao=Europa
por LusaHoje


O antigo ministro para as Situações de Emergência ucraniano David Jvania defendeu a transformação de quase três mil quilómetros quadrados de território poluído com a radioactividade libertada durante o acidente em Chernobil, em 1986, em zona turística.

"Durante a realização do Campeonato da Europa de Futebol de 2012, a Ucrânia espera mais de 600 mil turistas estrangeiros. Acho que nem todos os adeptos de futebol pretendem visitar Chernobil, mas estou convencido que viagens a essa zona terão procura", disse Jvania, atualmente deputado no parlamento ucraniano.

"Hoje é necessário legitimar esse tipo de turismo radical. Os meios conseguidos com isso poderiam ser reunidos num fundo para a recuperação dos territórios poluídos", sublinhou.

Actualmente, o turismo ilegal na «zona restrita» de Chernobil, no Norte da Ucrânia, é uma realidade, apesar de ser punido com dois a cinco anos de prisão.

Cada vez mais ucranianos consideram que as autoridades deviam organizar viagens turísticas a Chernobil para garantirem fundos para a limpeza e desenvolvimento da região.

O Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), um dos principais doadores de fundos para a construção de um novo sarcófago para o quarto reator da central nuclear, considerou a possibilidade de criar uma zona turística em Chernobil uma má ideia.

COSMOS
Portugueses querem ver matéria negra do universo
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1833471

por DN.ptOntem


Cinco investigadores da Universidade de Coimbra participam numa investigação mundial para detectar matéria negra. O seu aparelho é o mais sofisticado e querem o Nobel.

Sabia que conseguimos ver apenas 17% daquilo que está à nossa volta? Metaforicamente, é como se estivessem cinco pessoas à sua frente e só conseguisse ver uma. Às restantes quatro pessoas chamar-se-ia matéria negra. Um grupo mundial de investigadores - em que se incluem cinco cientistas da Universidade de Coimbra (UC) - pretende descobrir o paradeiro dos restantes 83% e para isso instalou em Itália um aparelho medidor que vai já na sua segunda versão: o Xenon100. Sem falsas modéstias, os dois objectivos da investigação são claros: descobrir a matéria negra e receber o Prémio Nobel.

Leia mais pormenores no e-paper do DN.

segunda-feira, abril 04, 2011

semelhantes a animais terrestres

Sons das baleias semelhantes aos de animais terrestres
http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1822321&seccao=Biosfera
por Lusa Hoje


Os sons que se ouvem debaixo de água não são, afinal, muito diferentes dos que se ouvem à superfície e alguns dos que são emitidos pelas baleias até parecem os de animais terrestres bem conhecidos.

Esta é uma das curiosidades de um estudo conduzido pela bióloga marinha Mónica Silva que o Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) da Universidade dos Açores está a realizar com o recurso a hidrofones fixos colocados no fundo mar.

"É surpreendente perceber que os animais marinhos têm sons que são familiares ao ouvido humano, porque são semelhantes aos sons de animais terrestres", afirmou a investigadora em declarações à Lusa, acrescentando que este fenómeno é "quase inexplicável".

As gravações permanentes recolhidas através dos hidrofones permitiram perceber que há baleias que produzem sons semelhantes a rãs, aves marinhas ou até mesmo a vacas ou porcos, enquanto outras emitem sons parecidos com trombones ou apitos de grandes navios.

Esta curiosidade está, no entanto, longe de ser o objectivo principal do trabalho realizado pelos investigadores do DOP, que estão mais interessados em obter dados científicos a partir do que conseguem recolher.

Segundo Mónica Silva, o processamento de todos estes sons ajuda os cientistas a encontrar os padrões que lhes interessa estudar sobre os animais, nomeadamente quais os tipo de baleias que passam pelos Açores e quais os seus comportamentos.