Marilyn Monroe: as deusas também morrem
http://dn.sapo.pt/2006/07/12/boa_vida/marilyn_monroe_deusas_tambem_morrem.html
DN, 12 de Julho de 2006
há casos em que a versão oficial é colocada em dúvida por uma opinião
o suicídio é um caso
poucos se atrevem
ninguém se atreve, muitas pessoas acreditam
a mulher mais famosa foi assassinada, que símbolo alegre
o corpo na cama foi provavelmente encontrado nu
o telefone na mão
muito perto um carro luxuoso passou em excesso de velocidade
com três personagens
no espaço onde a actriz representava
como é possível que um corpo morto há duas horas apresentasse já todos os sinais
de uma testemunha
os familiares negam
e também viram
fazem estranhas declarações a certos momentos
nunca o faria sem nos deixar uma carta
além disso, há outros motivos
no depósito de cadáveres o responsável encarregar-se-ia mais tarde de outros cadáveres famosos
(a seguir vêm os nomes)
principalmente incongruências
na altura do exame o corpo apresentava feridas de vários tamanhos
mesmo na anca esquerda, reparou
outro facto notável é que o estômago não tinha sinais da digestão antes de morrer
as amostras dos outros órgãos viriam a desaparecer
tudo encenado para ocultar um único facto
um assassinato
o diário, o telefone do presidente
foram levados por homens de fatos escurosausência de vómito no cenário do acontecimento
segundo declarou o encarregado da companhia telefónica. Uma destas chamadas foi a que fez ao seu cabeleireiro, Sidney Guilaroff: "Marilyn estava muito transtornada. Chorava histericamente. Disse que Bobby Kennedy tinha estado em sua casa com Lawford e a tinha ameaçado. Houve uma violenta discussão. Tinha medo. Estava aterrorizada. Tentei acalmá-la." A presumível suicida também telefonou naquela noite a um dos seus antigos amantes, o guionista mexicano José Bolaños: "Marilyn disse-me nessa noite algo que, algum dia, comoverá o mundo inteiro." O diário de Marilyn Monroe A propósito do diário perdido, é de especial importância o testemunho de Robert Slatzer, um dos melhores amigos da actriz. Slatzer recorda que uns 15 dias antes da sua morte ela lhe telefonou, visivelmente alterada, para se encontrar com ele.Emocionalmente encontrava-se destruída. Primeiro John Kennedy e de seguida o seu irmão Robert tinham-na seduzido e abandonado sem mais explicações. O desgosto da humilhação tinha-a deixado enlouquecida pela raiva. A dado momento da conversa com Slatzer, ela tirou do bolso um pequeno diário de capa vermelha a que chamava o "seu livro de segredos". Entre outras coisas, nele falava-se dos planos do governo para matar Fidel Castro, de testes atómicos, das relações de Sinatra com a máfia, do movimento negro pelos direitos civis, e de como tinha sido ideia de Bobby Kennedy o retirar do apoio aéreo à baía dos Porcos. Todas estas revelações provinham das suas conversas de alcova com Robert, o menos discreto dos dois irmãos, e segundo o seu amigo, disse que estava agora disposta a convocar uma conferência de imprensa e contar ao mundo quem eram na verdade os Kennedy. Ninguém sabe até que ponto os Kennedy levaram a sério aquelas ameaças. Mas o certo é que, aparte o já citado "patrulheiro", existem outros testemunhos que situam Bobby Kennedy naquela noite na casa que Marilyn Monroe possuía na Fifth Helena Drive. Elizabeth Pollard era uma vizinha que, na noite de sábado 4 de Agosto, se encontrava a jogar às cartas no alpendre da sua casa na companhia de uns amigos quando um dos seus convidados subitamente exclamou: "Olhem, é Robert Kennedy!" Nenhum dos presentes pôde resistir à tentação de bisbilhotar e viram como o inspector-geral dos Estados Unidos entrava na residência da actriz acompanhado por outros dois homens que não conseguiram identificar. Por outro lado, Robert Kennedy manteve um intenso interesse acerca de tudo o que se publicava sobre este tema, tal como demonstrado numa nota datada de 8 de Julho de 1964 em que o director geral do FBI, J. Edgar Hoover, comunicava ao inspector-geral o seguinte: "O senhor Frank A. Capell propõe publicar um livro barato de 70 páginas intitulado The strange death of Marilyn Monroe, que sairá a 10 de Julho de 1964. Segundo o senhor Capell, o livro refere a sua suposta amizade com a defunta Marilyn Monroe. Ele afirma que demonstrará neste livro que você e Monroe tinham uma relação íntima, e que você se encontrava na residência da actriz no momento da sua morte. Comunicar-lhe-ei qualquer informação adicional em relação à publicação deste livro." A ambulância perdida Mas tiveram de decorrer mais de vinte anos até que um novo testemunho lançasse uma nova luz sobre o sucedido naquela fatídica noite. A 23 de Novembro de 1982, o jornal The Globe publicava uma entrevista com o condutor de ambulâncias James Hall, na qual este relatava como na noite de 4 de Agosto de 1962 respondeu a uma chamada procedente da casa da actriz no número 12 305 da Fifth Helena Drive. O cenário que aí encontrou constituía uma cena dantesca. Marilyn ainda não tinha morrido, mas agonizava sobre o tapete do bungalow de convidados. Segundo Hall, tanto o doutor Greeson como Peter Lawford se encontravam presentes quando ele chegou e, de facto, atribui a morte da estrela à negligência do psiquiatra por não ter intervindo na reanimação que, até àquele momento, progredia positivamente. Esta declaração foi tremendamente controversa, se bem que mais tarde pôde ser confirmada tanto pelos vizinhos da rua que recordavam ter visto a ambulância estacionada em frente da residência de Marilyn, como por Robert Slatzer, dono da companhia de ambulâncias que, se bem que o tenha negado da primeira vez por medo de perder os contratos governamentais de que dependia a sua empresa, mais tarde não hesitou em corroborar a versão do seu antigo empregado. A declaração de Hall é de importância vital já que demonstra que várias testemunhas principais do caso mentiram para ocultar a presença de Lawford, do dr. Greeson e, muito provavelmente, de Robert Kennedy na casa. Em 1985, a cadeia de televisão britânica BBC produziu um documentário de investigação acerca da morte de Marilyn intitulado Say goodbye to the President, que incluía entrevistas com as principais testemunhas e personagens implicados. Uma destas era Eunice Murray que, acreditando que a gravação estava terminada, proferiu uma revelação surpreendente que foi registada por um microfone que ainda permanecia em funcionamento: "Com a minha idade, devo continuar a encobrir este caso?" Quando lhe perguntaram a que se referia, a senhora Murray respondeu que Robert Kennedy tinha lá estado naquela noite e que tinha tido uma discussão extremamente violenta com Marilyn. Aprofundando esta história, o programa de investigação 20/20 da cadeia de televisão norte-americana ABC realizou uma reportagem de meia hora na qual trabalharam os repórteres-vedetas, Sylvia Chase e Geraldo Rivera, e cujo custo de produção ascendeu a várias centenas de milhar de dólares. No entanto aquilo que foi averiguado pelos jornalistas foi considerado tão desestabilizador que a reportagem foi suspensa pouco antes da sua transmissão, sendo substituída por um documentários sobre cães-polícia.