"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

quinta-feira, julho 27, 2006

Prefiro

rreFim da greve de fome
Saddam Hussein: "Prefiro que me fuzilem a que me enforquem"
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1265399
27.07.2006 - 10h24
POR Dulce Furtado

o ditador regressou depois de passar fome
mais magro
visivelmente
continua com o poder, comeu carne e arroz
na cela foi alimentado por um tubo que descia do nariz
ao estômago
nem por isso está efusivo com os crimes, as mortes de rapazes e aldeias
uns cem mil indígenas estimados
vale a pena investigar
quanto à execução pediu um fuzilamento para não ser enforcado como os criminosos
prefiro
que me fuzilem

segunda-feira, julho 17, 2006

Transformar um clip vermelho

Como transformar um clip vermelho numa vivenda em apenas 12 passos http://dn.sapo.pt/2006/07/17/sociedade/como_transformar_clip_vermelho_numa_.html
Manuel Ricardo FerreiraEm Nova Iorque
17 de Julho de 2006


há muitos anos havia uma história infantil sobre um macaco que do rabo fez uma navalha e que, através de trocas sucessivas, conseguiu uma viagem para Angola. Hoje, a Internet permite tornar reais essas histórias fabulosas. É o caso de um canadiano que, num ano, conseguiu transformar um clip vermelho numa casa.12 de Julho de 2005. Kyle MacDonald, de 26 anos, põe um anúncio na Craiglist.com propondo trocar um clip vermelho por qualquer objecto ligeiramente maior e melhor. Dois dias depois, recebe uma chamada de duas canadianas de Vancôver. Encontra-se com elas numa loja de conveniência, onde troca o clip por uma esferográfica em forma de peixe.Mais tarde, troca a esferográfica por um puxador de porta de uma mulher, em Seattle. E o puxador por um fogão portátil, em Massachusetts. Nessa altura, espalha-se já a notícia das trocas, e Kyle MacDonald cria um site dedicado à sua experiência: OnePaperClip.com.Começa a receber dezenas de cartas e as propostas mais mirabolantes. A ideia corre-lhe bem e traça metas mais altas: o que tinha começado com um clip tem de acabar com uma casa. Em poucas semanas vê-se proprietário de um gerador portátil, que troca por um barril de cerveja e um anúncio luminoso da Budweiser, a que chama "kit de festa instantânea". Objectos que um DJ decide que tem de conseguir, trocando-os por uma moto para a neve.Por essa altura a história chega aos media. Uma estação de televisão canadiana entrevista Kyle, que cai na asneira de dizer que está disposto a ir a qualquer lugar para fazer trocas "menos a Yahk, na Columbia Britânica", um vilarejo de 200 habitantes. É precisamente para lá que faz a viagem seguinte. Um casal de Yahk oferece-lhe uma viagem de ida e volta para ir lá fazer uma troca, e Kyle vê-se dono de uma furgoneta.A furgoneta acaba trocada por um contrato de gravação de música num estúdio, trocado por sua vez por um ano de aluguer de um pequeno apartamento em Phoenix, Arizona. A quem lhe dizia que já tinha conseguido trocar o clip por uma casa, Kyle respondia que era só um contrato de aluguer.É então que aparece na história Leslie Criger. Telefona a Kyle e pergunta-lhe: "Está interessado em passar uma tarde com o meu patrão?" O patrão de Leslie é Alice Cooper, e quando Kyle vai a Phoenix para trocar o seu contrato de aluguer com meio dia passado com o rocker, é contratado para ficar em palco num concerto em Fargo, com o famoso clip vermelho na cabeça.A oportunidade de estar com Alice Cooper atrai centenas de propostas de troca. O vencedor é um fotógrafo de espectáculos, que troca a oportunidade por um globo de neve com a imagem dos Kiss no interior. O globo era qualquer coisa que o actor e coleccionador Corbin Benson tinha de ter. Consegue-o arranjando para Kyle um papel no filme Donna on Demand. Como há sempre alguém disposto a dar tudo para aparecer num filme, acaba por receber a proposta que esperava: uma casa.O contrato foi assinado esta semana e Kyle promete dar "a maior festa da história dentro de casa" em Setembro. A habitação não fica numa grande cidade, mas em Kipling, uma localidade de mil habitantes. A casa, de 1920, foi totalmente reformada, tem dois andares e três quartos, e fica na rua principal da terra. Kyle MacDonald diz que embarcou "numa aventura que realmente foi mantida unida por um clip vermelho". De facto, "é muito fácil lembrarmo-nos de um clip vermelho".

Ouro sólido

Revista "Science"
Detectada bactéria que pode converter pó em ouro sólido

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1264096
14.07.2006 - 17h07 Lusa, PUBLICO.PT

há um micróbio que poderá ter o mesmo poder do pó
em grãso de duas minas
do pó em ouro sólido
a bactéria pode acumular e limpar
não basta despejar baldes no quintal
é preciso que exista ouro terreno antes
advertem os cientistas

quinta-feira, julho 13, 2006

Do nome

Resposta a um pedido da Polónia
Unesco adia decisão sobre mudança do nome de Auschwitz

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1263884
12.07.2006 - 18h38 AFP


adiámos a decisão sobre o nome
na lista do património
pedimos que seja acrescentada a palavra extermínio
assim, antigo campo de concentração e extermínio
para evitar mais utilizações abusivas no futuro

quarta-feira, julho 12, 2006

A morte de Marilyn

Marilyn Monroe: as deusas também morrem
http://dn.sapo.pt/2006/07/12/boa_vida/marilyn_monroe_deusas_tambem_morrem.html
DN, 12 de Julho de 2006

há casos em que a versão oficial é colocada em dúvida por uma opinião
o suicídio é um caso
poucos se atrevem
ninguém se atreve, muitas pessoas acreditam
a mulher mais famosa foi assassinada, que símbolo alegre

o corpo na cama foi provavelmente encontrado nu
o telefone na mão
muito perto um carro luxuoso passou em excesso de velocidade
com três personagens
no espaço onde a actriz representava

como é possível que um corpo morto há duas horas apresentasse já todos os sinais
de uma testemunha
os familiares negam
e também viram
fazem estranhas declarações a certos momentos

nunca o faria sem nos deixar uma carta
além disso, há outros motivos
no depósito de cadáveres o responsável encarregar-se-ia mais tarde de outros cadáveres famosos
(a seguir vêm os nomes)
principalmente incongruências

na altura do exame o corpo apresentava feridas de vários tamanhos
mesmo na anca esquerda, reparou
outro facto notável é que o estômago não tinha sinais da digestão antes de morrer
as amostras dos outros órgãos viriam a desaparecer
tudo encenado para ocultar um único facto
um assassinato

o diário, o telefone do presidente
foram levados por homens de fatos escuros


ausência de vómito no cenário do acontecimento



segundo declarou o encarregado da companhia telefónica. Uma destas chamadas foi a que fez ao seu cabeleireiro, Sidney Guilaroff: "Marilyn estava muito transtornada. Chorava histericamente. Disse que Bobby Kennedy tinha estado em sua casa com Lawford e a tinha ameaçado. Houve uma violenta discussão. Tinha medo. Estava aterrorizada. Tentei acalmá-la." A presumível suicida também telefonou naquela noite a um dos seus antigos amantes, o guionista mexicano José Bolaños: "Marilyn disse-me nessa noite algo que, algum dia, comoverá o mundo inteiro." O diário de Marilyn Monroe A propósito do diário perdido, é de especial importância o testemunho de Robert Slatzer, um dos melhores amigos da actriz. Slatzer recorda que uns 15 dias antes da sua morte ela lhe telefonou, visivelmente alterada, para se encontrar com ele.Emocionalmente encontrava-se destruída. Primeiro John Kennedy e de seguida o seu irmão Robert tinham-na seduzido e abandonado sem mais explicações. O desgosto da humilhação tinha-a deixado enlouquecida pela raiva. A dado momento da conversa com Slatzer, ela tirou do bolso um pequeno diário de capa vermelha a que chamava o "seu livro de segredos". Entre outras coisas, nele falava-se dos planos do governo para matar Fidel Castro, de testes atómicos, das relações de Sinatra com a máfia, do movimento negro pelos direitos civis, e de como tinha sido ideia de Bobby Kennedy o retirar do apoio aéreo à baía dos Porcos. Todas estas revelações provinham das suas conversas de alcova com Robert, o menos discreto dos dois irmãos, e segundo o seu amigo, disse que estava agora disposta a convocar uma conferência de imprensa e contar ao mundo quem eram na verdade os Kennedy. Ninguém sabe até que ponto os Kennedy levaram a sério aquelas ameaças. Mas o certo é que, aparte o já citado "patrulheiro", existem outros testemunhos que situam Bobby Kennedy naquela noite na casa que Marilyn Monroe possuía na Fifth Helena Drive. Elizabeth Pollard era uma vizinha que, na noite de sábado 4 de Agosto, se encontrava a jogar às cartas no alpendre da sua casa na companhia de uns amigos quando um dos seus convidados subitamente exclamou: "Olhem, é Robert Kennedy!" Nenhum dos presentes pôde resistir à tentação de bisbilhotar e viram como o inspector-geral dos Estados Unidos entrava na residência da actriz acompanhado por outros dois homens que não conseguiram identificar. Por outro lado, Robert Kennedy manteve um intenso interesse acerca de tudo o que se publicava sobre este tema, tal como demonstrado numa nota datada de 8 de Julho de 1964 em que o director geral do FBI, J. Edgar Hoover, comunicava ao inspector-geral o seguinte: "O senhor Frank A. Capell propõe publicar um livro barato de 70 páginas intitulado The strange death of Marilyn Monroe, que sairá a 10 de Julho de 1964. Segundo o senhor Capell, o livro refere a sua suposta amizade com a defunta Marilyn Monroe. Ele afirma que demonstrará neste livro que você e Monroe tinham uma relação íntima, e que você se encontrava na residência da actriz no momento da sua morte. Comunicar-lhe-ei qualquer informação adicional em relação à publicação deste livro." A ambulância perdida Mas tiveram de decorrer mais de vinte anos até que um novo testemunho lançasse uma nova luz sobre o sucedido naquela fatídica noite. A 23 de Novembro de 1982, o jornal The Globe publicava uma entrevista com o condutor de ambulâncias James Hall, na qual este relatava como na noite de 4 de Agosto de 1962 respondeu a uma chamada procedente da casa da actriz no número 12 305 da Fifth Helena Drive. O cenário que aí encontrou constituía uma cena dantesca. Marilyn ainda não tinha morrido, mas agonizava sobre o tapete do bungalow de convidados. Segundo Hall, tanto o doutor Greeson como Peter Lawford se encontravam presentes quando ele chegou e, de facto, atribui a morte da estrela à negligência do psiquiatra por não ter intervindo na reanimação que, até àquele momento, progredia positivamente. Esta declaração foi tremendamente controversa, se bem que mais tarde pôde ser confirmada tanto pelos vizinhos da rua que recordavam ter visto a ambulância estacionada em frente da residência de Marilyn, como por Robert Slatzer, dono da companhia de ambulâncias que, se bem que o tenha negado da primeira vez por medo de perder os contratos governamentais de que dependia a sua empresa, mais tarde não hesitou em corroborar a versão do seu antigo empregado. A declaração de Hall é de importância vital já que demonstra que várias testemunhas principais do caso mentiram para ocultar a presença de Lawford, do dr. Greeson e, muito provavelmente, de Robert Kennedy na casa. Em 1985, a cadeia de televisão britânica BBC produziu um documentário de investigação acerca da morte de Marilyn intitulado Say goodbye to the President, que incluía entrevistas com as principais testemunhas e personagens implicados. Uma destas era Eunice Murray que, acreditando que a gravação estava terminada, proferiu uma revelação surpreendente que foi registada por um microfone que ainda permanecia em funcionamento: "Com a minha idade, devo continuar a encobrir este caso?" Quando lhe perguntaram a que se referia, a senhora Murray respondeu que Robert Kennedy tinha lá estado naquela noite e que tinha tido uma discussão extremamente violenta com Marilyn. Aprofundando esta história, o programa de investigação 20/20 da cadeia de televisão norte-americana ABC realizou uma reportagem de meia hora na qual trabalharam os repórteres-vedetas, Sylvia Chase e Geraldo Rivera, e cujo custo de produção ascendeu a várias centenas de milhar de dólares. No entanto aquilo que foi averiguado pelos jornalistas foi considerado tão desestabilizador que a reportagem foi suspensa pouco antes da sua transmissão, sendo substituída por um documentários sobre cães-polícia.

Reprodução assistida

Aconselhando não utilização de todas as opções previstas pela nova lei
Igreja vai divulgar instruções a católicos sobre reprodução assistida
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1263786
11.07.2006 - 21h43 Lusa

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa anunciou hoje que vão ser publicadas instruções aos cristãos sobre a reprodução medicamente assistida, recomendando-lhes que não utilizem todas as opções clínicas previstas pela nova legislação.
A nova lei autoriza o diagnóstico pré-implantatório, a criação de embriões excedentários, a doação de espermatozóides e ovócitos, abrindo também as portas à investigação com embriões excedentários – situações contestadas pela Igreja.De acordo com D. Carlos Azevedo, porta-voz da CEP, a publicação de "linhas de orientação" para o comportamento dos cristãos nesta área já estava prevista antes da promulgação da lei, anunciada hoje pela Presidência da República."Cada órgão de soberania exerce a sua acção e os cristãos terão de se adaptar à realidade legislativa sem se socorrer daquilo que vai contra a dignidade humana", explicou o o prelado.O documento que será publicado em breve vem "dar orientações aos cristãos do ponto de vista ético e moral", incentivando-os "a não recorrer a todas as liberdades que a lei permite", já que algumas "vão contra a dignidade humana".Em Janeiro, a CEP publicou uma nota sobre esta matéria, defendendo que qualquer "método deve atender ao direito da criança que irá nascer, como fim em si mesma e não resultado de um direito paterno ou materno sem limites"."Sendo o embrião uma vida humana dotada de dignidade, as técnicas usadas devem evitar a existência de embriões excedentários, mesmo destinados a uma segunda gravidez do casal", considerou então a Igreja Portuguesa, que opta, no entanto, por comentar a decisão do Presidente da República.