Ajudar oitocentos
UM DADOR PODE AJUDAR 800
http://dn.sapo.pt/2008/06/15/centrais/um_dador_pode_ajudar_800.html
PATRICIA JESUS
UM DADOR PODE AJUDAR 800
Doação de órgãos e tecidos. A escassez de órgãos para transplante é um problema que afecta quase todos os países. Em 2007, Portugal teve 24 dadores por milhão de habitantes, abaixo dos 35 da Espanha, que lidera a nível mundial. Um único cadáver pode, teoricamente, beneficiar até 800 pessoas: córneas, rins e pulmões para dois, um fígado para outro, um coração... e assim por diante
O transplante mais comum é o das córneas
Em 2007, o número de transplantes realizados em Portugal subiu de 673 para 806, mas ainda há listas de esperas para todos os órgãos. O transplante de córneas é o mais comum: realizaram-se 525 no ano passado. O transplante de rim é o segundo (466), seguido do de fígado (266), coração (51) , pâncreas (18) e pulmões (quatro). Em Portugal, como em quase todos os outros países, há uma enorme desproporção entre os órgãos disponíveis e o número de doentes necessitam de ser transplantados. Em 2007, foram colhidos 252 órgãos, segundo a Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST). Este número representa um aumento de 25% em relação a 2006, mas ainda está longe de ser suficiente para fazer face às necessidades. A idade média do dador português é de 47 anos e cada um dá em média três órgãos. O rim foi o órgão mais colhido (430), seguido do fígado (199) e do coração (46). Nos tecidos, sobressai a recolha de córneas. No ano passado, Portugal teve 23,9 dadores por milhão de habitantes, abaixo dos 35 da Espanha, que lidera a nível mundial a actividade de procura de órgãos e tecidos para transplante. O chamado "milagre" espanhol resulta de uma organização robusta e mantida durante muitos anos, salienta a ASST. Os tecidos ou órgãos doados podem provir de uma pessoa viva ou de alguém que acabou de morrer. Anteriormente, a dádiva de órgãos só era permitida quando entre dador e receptor houvesse uma relação de parentesco até ao terceiro grau, mas agora já é possível entre casais ou amigos. No entanto, órgãos vitais como o coração só podem vir de alguém que tenha morrido recentemente. Um único cadáver pode, potencialmente, beneficiar até 800 pessoas: teoricamente um dador poderia fornecer córneas para duas pessoas, rins para outras duas, um fígado para outra, pulmões para dois, um coração, etc.

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