Sob hegemonia dinamarquesa há cerca de 300 anos
Gronelândia diz "sim" à autonomia
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26.11.2008 - 09h41 AFP
Os habitantes da Gronelândia escolheram, por larga maioria e sem surpresas, um regime de autonomia alargada, abrindo caminho a uma eventual independência daquela ilha estratégica do Árctico, sob hegemonia dinamarquesa há cerca de 300 anos.
De acordo com os resultados oficiais definitivos do referendo organizado ontem, o “sim” conquistou 75,5 por cento dos votos, contra os 23,5 por cento obtidos pelo “não”. Trinta e nove mil eleitores de 80 localidades foram chamados às urnas, a fim de se pronunciarem sobre uma autonomia alargada para a ilha.
“A Gronelândia recebeu um mandato para ir mais longe” no caminho da independência, disse perante as câmaras da televisão da Gronelândia Hans Enoksen, o chefe do governo local, agradecendo aos seus compatriotas o “bom resultado” obtido nas urnas.
Para além do direito à autodeterminação, desde que o país respeite o Direito Internacional, o regime – negociado pelo governo de Nuuk com a Dinamarca – dá à Gronelândia o direito de usar os seus próprios recursos (petróleo, gás, diamantes, urânio, zinco e chumbo).
A língua da Gronelândia passa igualmente a ser a língua oficial do país.
Com 57 mil habitantes (50 mil dos quais são inuits e sete mil são dinamarqueses da Metrópole), a ilha beneficiava, desde 1979 até agora, de um estatuto de autonomia interna.
Em Nuuk, a capital, que alberga um quarto da população, a emoção era visível nas ruas. Fogo-de-artifício coloriu os céus quando foram divulgados os resultados definitivos.
Abrangido em mais de 80 por cento da sua superfície pela calota polar, o território – que alberga 10 por cento das reservas de água doce do Planeta – é igualmente um dos mais ameaçados pelo aquecimento global.

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