Kodachrome Kodak decide acabar com os rolos das cores intensas
http://jornal.publico.clix.pt/
24.06.2009
O retrato icónico que Steve McCurry captou da afegã Sharbat Gula, em 1984, parece confirmar a descrição que muitos fizeram das cores das fotografias registadas em rolos Kodachrome - tonalidades "vibrantes, ricas e intensas". A imagem que correu mundo e foi capa da National Geographic passará a fazer parte de um memorial particular, ligado ao suporte com que foi conseguida, já que a Eastman Kodak anunciou anteontem que deixará de produzir este tipo de película, 74 anos após ter sido colocada à venda. Aquele que era o mais antigo rolo a cores do mercado - celebrado também na música pelo dueto Simon & Garfunkel numa canção de 1973 cujo refrão pedia: "Mamã, não me tires o Kodachrome" - tinha um processo de fabrico complexo e uma revelação igualmente complicada (em Portugal nunca houve laboratórios a fazê-lo). Nos últimos anos, o aparecimento de rolos com resultados a nível da cor semelhantes e menos dispendiosos e a massificação do suporte digital fizeram com que as vendas recuassem até menos de um por cento das receitas de filmes da Kodak. As exigências técnicas da revelação dos rolos de diapositivos Kodachrome transformaram-se também num obstáculo, ao ponto de hoje existir apenas um laboratório no mundo (nos EUA) capaz de dar vida a este tipo de imagens. Face a este cenário, a empresa americana não precisou de pedir à mãe de ninguém para acabar com o Kodachrome. Tirou-a do mercado. S.B.G.

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