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Gaza: "Disparem primeiro, preocupem-se depois"
http://jornal.publico.clix.pt/
15.07.2009
Alguns soldados que participaram na ofensiva israelita na Faixa de Gaza há quase sete meses vieram dizer que tiveram ordens de "disparar primeiro" e preocuparem-se depois com a possibilidade de atingir civis. O primeiro objectivo do Exército era ter um mínimo de baixas para que o apoio público à operação militar não diminuísse.
Esta é, pelo menos, a conclusão do grupo Breaking The Silence, que ouviu 30 soldados sobre o que se passou entre 27 de Dezembro de 2008 e 18 de Janeiro de 2009 numa ofensiva que organizações de defesa dos direitos humanos classificaram como tendo chegado a uma escala de destruição injustificada para os objectivos.
"É melhor atingir um inocente do que hesitar em atingir um inimigo" - era a ideia que sobressaía das ordens que recebeu, diz um soldado não identificado. "Se não tens a certeza, mata", disse outro. "Foi uma loucura. (...). Entrámos e os 'booms' eram uma loucura. Desde o minuto em que chegávamos, começávamos a disparar contra tudo o que era suspeito."
A operação foi ordenada para impedir o lançamento de rockets de Gaza contra cidades israelitas. Morreram três civis israelitas e dez soldados. Do lado palestiniano, morreram 1417 pessoas, das quais 926 eram civis, diz um grupo de defesa dos direitos dos palestinianos. Israel diz que morreram 1166 pessoas, mas só 295 civis (o Exército declarou todos os membros do Hamas combatentes, o que não é conforme o direito internacional). Reuters

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