"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

segunda-feira, junho 29, 2009

Cantor poderá ser enterrado em Neverland
Família de Jackson quer funeral planetário
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389140&idCanal=1428.06.2009 - 21h19 PÚBLICO, Agências

O reverendo Al Sharpton disse hoje que a família de Michael Jackson quer que as cerimónias fúnebres do cantor tenham lugar em simultâneo em vários pontos do globo.

Fontes citadas pela revista especializada Billboard referem que existe uma proposta para que Jackson seja enterrado no rancho de Neverland.

Sharpton, um conhecido pastor e defensor dos direitos cívicos, vai encontrar-se hoje com a família do cantor, que está reunida na mansão da família, em Encino, para preparar o funeral. O reverendo acrescentou que os familiares de Jackson estão descontentes com a cobertura dos media sobre a morte do autor de Thriller, considerando que se tem debruçado excessivamente sobre as acusações de pedofilia e a dependência de medicamentos.

Entretanto, Conrad Murray o médico cardiologista que acompanhou os últimos momentos de vida de Michael Jackson e que lhe terá administrado uma dose de Demerol antes de o cantor morrer na quinta-feira, vítima de paragem cardíaca, reiterou que não é considerado um suspeito, após ter falado pela segunda vez com a polícia de Los Angeles.

Edward Chernoff, o advogado do médico pessoal de Jackson negou mesmo que Murray tenha administrado qualquer analgésico potente ao cantor antes deste morrer. "Não houve Demerol. Não houve OxyContin", disse o advogado, citado pelo Los Angeles Times e considerando totalmente falsas as informações publicadas em primeira mão pelo site TMZ.

O segundo encontro entre Conrad Murray e departamento da polícia de Los Angeles decorreu esta madrugada e os investigadores confirmaram que o clínico não é um suspeito, mas sim “uma testemunha da tragédia”, disse a porta-voz do médico, Miranda Sevcik. A informação foi confirmada por uma fonte policial citada sob anonimato pelo jornal californiano Los Angeles Times.

O diário adianta que a segunda autópsia, pedida na sexta-feira pela família de Jackson, já teria sido realizada por um patologista privado.

O jornal explica que a autópsia independente pode dar informações sobre as causas da morte muito mais depressa do que um exame oficial, uma vez que não têm de seguir uma metodologia para chegar a uma explicação utilizável num tribunal, explicou o médico Michael Baden, um especialista nesta área.

Por outro lado, a ama que durante anos cuidou dos três filhos de Michael Jackson disse ao jornal "Sunday Times" que fazia frequentemente lavagens ao estômago do cantor por causa dos cocktails de drogas que este ingeria.

Grace Rwaramba, de 42 anos, que sábado viajou de Londres para Los Angeles, disse que Jackson tomava oito medicamentos diferentes por dia, incluindo três analgésicos. “Houve uma altura em que as coisas estavam tão mal que não deixava as crianças vê-lo. Comia muito pouco e fazia misturas em excesso”, disse ao jornal.

Rwaramba trabalhou durante dez anos para o músico, primeiro como secretária e depois como ama dos três filhos de Michael Jackson. A ama, que é natural do Ruanda, foi despedida em Dezembro, depois de ter pedido à mãe do cantor, Katherine, e à irmã, Janet, que o convencessem a tratar-se da sua dependência. Rwaramba deverá ser ouvida no âmbito do inquérito à morte de Jackson.