hitler escreveu livros
Hitler escreveu e queimou livros, escreveram-se livros sobre Hitler
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Ontem
Livros sobre, com, a propósito de Adolf Hitler foram aos milhares - o próprio escreveu uns quantos, sendo Mein Kampf (A Minha Luta) o mais célebre. Provavelmente, bem menos do que aqueles que sob o desígnio de eliminar as teorias de espírito não alemão foram queimadas sob a égide do ditador. As grandes fogueiras consumiam milhares de obras que o nazismo rotulava de lesivas da grande pátria alemã.
Braços no ar, grandes aglomerados de gente, fumo negro saído de páginas brancas, gritos de entusiasmo, um fogo vertiginoso alimentava a marcha ideológica do Nacional-Socialismo de Adolf Hitler. E tudo começou com os jovens de sangue quente, irreverentes, sequiosos.
A 6 de Abril de 1933, a secção de propaganda da Associação de Estudantes Alemães iniciava a grande marcha da "Acção contra o espírito não alemão". Os livros como símbolo de conhecimento surgiram como arma natural desta campanha nacional. "O homem alemão não será só um homem de livros, mas um homem de carácter", atirou Joseph Goebbels num discurso perante estudantes em Berlim. Numa frase, arma e ideologia unidas em euforia.
Com bandas de música, cânticos, um revolutear de vozes crescia sobre as chamas: chegavam a queimar-se aos 35 mil livros por noite - momento em que o efeito das labaredas era mais eficaz, deixava uma marca visual mais funda.
As sessões de queima de livros sucederam-se por todo o território alemão, sempre com as universidades mais vinculadas à acção contra, principalmente, o "pensamento judeu".
No entanto, com a queda do nazismo e o fim da II Guerra Mundial, os aliados acabaram por se deixar contagiar pela febre do fogo contra os livros. Em 1946, foram queimados mais de 30 mil títulos alemães, entre escolares e de ficção.

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