"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

terça-feira, outubro 27, 2009

Chicago
A Torre Sears tem uma varanda nova, no 103º andar
http://ipsilon.publico.pt/Artes/texto.aspx?id=242486

09.10.2009


Estruturas suspensas de acrílico transparente dão aos visitantes a sensação de flutuar sobre a cidade, a 421 metros de distância da terra firme


Desde 1973, o ano em que se pôs de pé, que "mais" é o nome do meio da Torre Sears de Chicago: foi o edifício mais alto do mundo durante umas décadas (até 1998, o ano em que as Torres Petronas, de Kuala Lumpur, a ultrapassaram), depois passou a ser o edifício mais alto dos Estados Unidos da América (o que, numa paisagem sob a influência dos arranhacéus, é absolutamente do domínio da proeza). Desde há umas semanas, acumula esse recorde com outra impressionante façanha: a varanda mais vertiginosa do planeta também é lá, no 103º andar.

"A Torre Sears sempre teve a ver com superlativos - a mais alta, a maior, a mais icónica. Hoje continua a sêlo. Com esta varanda, a Torre Sears passa a ter a vista mais espantosa do mundo, a vista mais vertiginosa do mundo, a vista mais 'uau' do mundo", disse à Associated Press John Huston, um dos proprietários do edifício (que, entretanto mudou de nome para Torre Willis, embora Chicago ainda não se tenha habituado à nova identidade do edifício).

As novas varandas do 103º andar são estruturas suspensas (já têm uma alcunha, "the ledge", que à letra significa "prateleira") de acrílico transparente que dão aos visitantes a angustiante (ou não) sensação de flutuar sobre a cidade, a 421 metros de distância da terra firme. O primeiro passo, dizem, é um pequeno passo para a Humanidade mas um grande salto para o homem: "A primeira sensação é: vou cair daqui abaixo", explicou Margaret Kemp, uma californiana que continuava em taquicardia minutos depois de ter saído da "prateleira".

Além das novas varandas e do novo nome, a Torre Sears tem mais planos para o futuro: nos próximos cinco anos, os proprietários vão gastar cerca de 238 milhões de dólares num plano de renovação que vai tornar o edifício mais verde, através da instalação de turbinas eólicas, jardins e painéis solares.