"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

terça-feira, novembro 03, 2009

Cartas mostram outro T. S. Eliot
http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1408645&seccao=Livros


Apesar do mérito que lhe é reconhecido, o Nobel da Literatura norte-americano T. S. Eliot é frequentemente tido como um marido cruel e um anti-semita. Contudo, esta ideia pode não corresponder à realidade, a julgar por uma série de cartas até agora inéditas, escritas nos anos 20, e que serão publicadas já esta semana no Reino Unido.

De acordo com o The Sunday Times, a correspondência revela um Eliot desesperado com os problemas médicos da sua mulher, Vivien, com quem casara em 1915, aos 26 anos. Segundo o editor das cartas, John Haffendon, tanto Eliot como a mulher estariam doentes, mas o certo é que ele e o cunhado acabaram por a internar num asilo psiquiátrico, onde permaneceria entre 1938 e 1947, um ano antes de o poeta ser distinguido com o Prémio Nobel de Literatura. Eliot nunca a terá visitado.

Mais interessante é o segundo lote de cartas, a publicar dentro de dois anos. Uma das principais revelações feitas é a de que Eliot, considerado um anti-semita, tinha amigos judeus. Durante a Segunda Guerra Mundial, terá mesmo ajudado refugiados judeus a fugir para os Estados Unidos.