"E compreendia-a, talvez, de esguelha, mas compreendia-a e essa era a novidade" Molloy, Samuel Beckett

quarta-feira, setembro 29, 2010

Coreia do Norte
Kim Jong-un já é tema de estudo nas escolas
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1673571&seccao=%C1sia
por LUMENA RAPOSOHoje


Filho mais novo de Kim Jong-il foi ontem nomeado para altas funções no partido comunista que domina o país.

Ainda nem começara a mais importante reunião do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e já os professores se afadigavam a contar às crianças uma história sobre um "brilhante e jovem general" que espera para suceder a Kim Jong-il. Assim terá começado, revela o jornal Financial Times, a apresentação de Kim Jong-un ao país e todo o processo de construção da sua mitologia.Ontem, o filho mais novo de Kim Jong-il foi nomeado para um alto cargo no partido comunista, depois de na véspera ter subido a general.

O mais jovem e favorito filho do "querido líder" era, até agora, praticamente desconhecido do grande público. Excepto para os oficiais norte-coreanos que, em 2006, receberam crachás com o rosto de Kim Jong-un, uma "cópia fiel" do seu pai, tanto fisicamente como em maneira de ser. Este "génio", esta "pessoa brilhante", "faz tudo em grande" como o seu pai, conta Kenji Fujimoto, que foi cozinheiro de Kim Jong-il e, portanto, conheceu de perto o "jovem general".

Em 2007, Kim Jong-un estaria já a trabalhar num dos departamentos responsáveis pela supervisão dos membros do único partido que governa o país e dos militares. Recentemente, terá sido nomeado pelos militares como um dos seus candidatos à histórica reunião do partido, que não acontecia desde 1966. "A eleição de Kim Jong-un como delegado era amplamente conhecida pelos dirigentes do Exército norte-coreano", garantia um diário de Seul.

Kim Jong-un, que nasceu a 8 de Janeiro de 1984, é fruto da relação de Kim Jong-il com a sua terceira mulher, a bailarina Ko Yong-hui (ou Ko Young-hee). O seu nascimento, que se saiba, não terá sido assinalado por nenhum prodígio, ao contrário do que aconteceu com o do seu pai. Segundo a mitologia norte-coreana, a vinda ao mundo do "querido líder" foi assinalado por um duplo arco-íris que cobriu a casa onde ele se encontrava, ao mesmo tempo que uma nova estrela apareceu no céu e uma andorinha sobrevoou o local para anunciar que um grande general tinha nascido.

Órfão de mãe, que morreu em 2004 com cancro da mama, Kim Jong-un foi aluno até 1998 de uma escola em Berna, na Suíça, onde, com nome falso, estudou francês, alemão e inglês e de onde saiu sem terminar o curso. Os colegas recordam-no como alguém tímido, introvertido, que gostava de esqui e basquetebol, admirava Michael Jordan e gostava de ver os filmes de Jean-Claude Van Damme. Regressado a casa, estudou ciência militar na universidade que tem o nome do seu avô Kim Il-sung, o "grande líder".

Donald votado para primeiro-ministro na Suécia
Primeiro-ministro sueco, Fredrik Reinfeldt, não conseguiu maioria absoluta porque teve a feroz concorrência de personagens de peso, entre elas o Pato Donald, revela o jornal britânico "The Telegraph".

http://aeiou.expresso.pt/pato-donald-votado-para-primeiro-ministro-na-suecia=f606116
Leonor Veiga (www.expresso.pt)
16:07 Terça feira, 28 de Setembro de 2010


O pato Donald foi o não político mais votado
Provavelmente, o leitor estará a perguntar-se como é possível eleger um boneco animado como primeiro-ministro de um país. Pois bem, acontece que na Suécia os boletins escritos à mão são permitidos.

Nas eleições, que aconteceram a 19 de setembro, muitos eleitores escreveram, em vez do nome do partido que queriam eleger, alternativas que são, no mínimo, insólitas.

A opção 'meu partido' conseguiu quatro votos, 'o rei' três, e 'eu próprio', 'Jesus', 'Jesus Cristo' e 'Deus' reuniram cada um dois votos.

Personagens de ficção bastante escolhidas


A liderar a lista, o famoso Pato Donald, que reuniu 120 votos. Mas não foi o único boneco de animação presente: o Rato Mickey, também da Disney, obteve um voto, tal como o feiticeiro mais conhecido do mundo, Harry Potter.

Menos exuberantes foram as escolhas de outros pequenos partidos suecos, sem representação no Parlamento, que reuniram, juntos, 1% dos votos. Nesse grupo destacaram-se o Partido Pirata, que tem como valor máximo a defesa da livre troca de ficheiros na Internet, e a Iniciativa Feminista.

Fredrik Reinfeldt teria atingido a maioria absoluta com apenas mais dois votos. Bastaria aliar-se a 'eu próprio' ou a 'Jesus', talvez até 'Deus', mas terá mesmo de negociar com a oposição.

Kim deu o pontapé de partida para a sucessão na Coreia do Norte
http://jornal.publico.pt/noticia/29-09-2010/kim-deu-o-pontape-de-partida-para-a-sucessao-na-coreia-do-norte-20296958.htm
Por Francisca Gorjão Henriques

Ao nomear o filho general de quatro estrelas, o "Querido Líder" estará também a dizer que o Exército continua a ser o pilar do poder

B.I.

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O que era uma suposição passou a ser quase uma certeza. O "Querido Líder" deu o primeiro título oficial ao seu filho mais novo, nomeando-o general e colocando-o em postos chave do partido que governa o país. Para a generalidade dos analistas ocidentais, só há uma forma de interpretar isto: foi dado o tiro de partida para a sucessão dinástica na Coreia do Norte.



A nomeação de Kim Jong-un - que terá 27 anos e nenhuma experiência militar - como general aconteceu, não por acaso, antes do arranque do congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o primeiro do género em 30 anos.



Horas depois, era enviado outro sinal de que muitos observadores internacionais estavam à espera para confirmar as suas suspeitas sobre a sucessão: Kim Jong-un era nomeado vice-presidente da Comissão Militar Central do partido.



Trata-se de um cargo que tem uma enorme influência no regime e que Kim Jong-il assumiu quando foi escolhido pelo pai, Kim Il-sung, para o suceder. Para além disso, Jong-un tornou-se também membro do Comité Central.



Milhares de delegados acorreram a Pyongyang para participar nesta reunião "histórica", que começou com a recondução de Kim Jong-il como secretário-geral do partido. "Um sinal de absoluto apoio e confiança", segundo a KCNA.



A vida política norte-coreana vive envolta em especulações e exercícios de adivinhação. Desta vez, há vários sinais de que este não é um encontro qualquer, e que os observadores têm direccionado bem as suas apostas quando dizem que Kim está há cerca de dois anos a preparar o seu filho mais novo para a sucessão.



"A longa espera terminou; a transição começou". Era assim que Adrian Foster-Carter, um especialista em questões coreanas, colocava as coisas, num artigo publicado no Financial Times.



O congresso partidário é apenas o terceiro do género desde 1966 (e o último foi em 1980), o que significa que algo de grandioso iria acontecer. A agência oficial também diz que o desfile militar que a precedeu foi o maior de sempre na história do país. E, pela primeira vez, o nome do filho mais novo de Kim Jong-il, Kim Jong-un, foi pronunciado directamente pelos media do Estado (antes era referido através de expressões como o "jovem general").



Kim Jong-il tem 68 anos e uma saúde frágil, especialmente desde que há dois anos sofreu um acidente vascular cerebral. Desde então que não param as especulações sobre quem lhe sucederá. A passagem dinástica de poder, que fez com que o próprio Kim o tivesse recebido do pai, nunca deixou de estar no topo das apostas dos observadores.



Para além do jovem Un, também a irmã de Kim, Kyong-hui, adquiriu a patente de general de quatro estrelas. Kyong-hui (que controla a indústria ligeira do país) é casada com Jang Song-taek, o braço-direito do "Queri- do Líder" e o homem mais forte da Coreia do Norte a seguir a ele. Jang foi promovido recentemente na Comissão Nacional de Defesa, o principal órgão executivo de Pyongyang.



Kim pretenderá garantir uma forte base de apoio ao seu filho, cuja inexperiência poderá criar divisões no regime. E no caso de Kim Jong-il morrer sem que Jong-un esteja preparado, o casal poderá assegurar a regência.



Ao fazer do filho general, o líder está a dar mais uma indicação, adianta a Economist: ao contrário do que chegou a ser dito, o Exército continua a ser o grande pilar do poder.

sábado, setembro 25, 2010

Muitos britânicos acreditam que nunca chove em África
Inquérito feito por uma agência de viagens mostra que os britânicos, apesar de viajarem muito, não sabem muito sobre os locais para onde viajam. Saiba quais os erros mais comuns.
Jorge Fonte (www.expresso.pt)

http://aeiou.expresso.pt/muitos-britanicos-acreditam-que-nunca-chove-em-africa=f605466
Sábado, 25 de Setembro de 2010

Um quinto dos inquiridos pela Sunshine afirma 'nunca' chover em África
Sarah Durant/AP Photo
A agência de viagens inglesa Sunshine costuma fazer várias pesquisas para saber qual o conhecimento que os britânicos têm sobre os climas de outros países. Os resultados do último inquérito expõem os erros mais comuns dos britânicos.

Um quinto das 1726 pessoas que responderam a este inquérito disseram que "nunca" chove em África e mais de 70% dos inquiridos disseram que "está sempre muito calor" no Sara, apesar das noites nesse deserto poderem atingir temperaturas negativas.

Erros atmosféricos


Mais de metade dos inquiridos afirmam que "raramente neva" em França, apesar de milhões de turistas passarem pelos Alpes franceses todos os anos, uma em oito pessoas responderam que há florestas tropicais nas terras gélidas da Gronelândia e 17% disseram não haver nenhum vulcão nas ilhas Canárias.

Para além dos equívocos em território estrangeiro, os britânicos parecem também ter memória curta quanto ao que se passa no seu território: 68% responderam que nunca houve um tornado na Grã Bretanha, quando em 2005 um desses fenómenos naturais destruiu parte da cidade de Birmingham.

Outro estudo... piores resultados


Em abril, a Sunshine já fizera outro estudo e os inquiridos parece terem feito ainda pior figura.

Uma em cada dez pessoas disse que o Cazaquistão não existia, 54% responderam que Timbuktu é um lugar imaginário e mais de um terço acreditava que a Atlântida pode ser visitada durante as férias na Grécia.

Chris Borwn, co-fundador da Sunshine, diz que "depois de nos termos apercebido dos erros dos britânicos, quisemos saber qual o conhecimento das pessoas sobre os climas dos países em todo o mundo".

Ao ver os resultados a que chegaram, Brown alerta para que as pessoas "façam uma pesquisa básica" antes de se aventurarem a sairem do país.

Ministro das finanças suíço tem ataque de riso no Parlamento (com vídeo)
Ministro das finanças suíço, Hans-Rudolf Merz, teve um ataque de riso quando discursava no Parlamento sobre carnes curadas. (Veja vídeo SIC)
10:47 Sábado, 25 de Setembro de 2010

http://aeiou.expresso.pt/ministro-das-financas-suico-tem-ataque-de-riso-no-parlamento-com-video=f605627



O ministro das finanças suíço, Hans-Rudolf Merz, teve um ataque de riso incontrolável no Parlamento, na última quarta-feira.

Quanto falava sobre uma questão burocrática relativa à importação de carnes curadas, Merz desatou a rir e foi incapaz de parar.

quinta-feira, setembro 23, 2010

Cientistas procuram explicar fenómeno bíblico
Cientistas mostram, através de simulações computarizadas, que a divisão do Mar Vermelho por Moisés, conforme está descrita no livro do Êxodo, pode ter sido consequência de um fenómeno atmosférico.

http://aeiou.expresso.pt/cientistas-procuram-explicar-fenomeno-biblico=f605046

Jorge Fonte (www.expresso.pt)
22:00 Quarta feira, 22 de Setembro de 2010

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Charlton Heston, como Moisés, dividiu o Mar Vermelho no filme «Os Dez Mandamentos», de Cecil B. DeMille, em 1956
Wikipedia
Um estudo publicado no jornal online "PLoS ONE" procura esclarecer, através de fatos científicos, a divisão do Mar Vermelho, o feito milagroso de Moisés que permitiu aos hebreus, seguidores do profeta, fugirem do exército egípcio.

Segundo este estudo, que teve em conta a passagem do livro do Êxodo, ventos fortes e constantes oferecem uma explicação física para a divisão das águas por um período de tempo.

Carl Drews, do Departamento das Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade do Colorado, é o responsável por este estudo.

Estudo teve em conta o livro do Êxodo


Na passagem bíblica pode-se ler que "Moisés estendeu a sua mão sobre as águas, e o Senhor fez com que o mar recuasse com um vento forte de oriente que soprou toda a noite, e o mar tornou-se seco, e as águas foram divididas".

As simulações da equipa de Drews mostra que um vento forte do este, a uma velocidade constante de 63 milhas por hora (cerca de 101 km/h) durante 12 horas, terá afastado as águas para um antigo rio, que se pensa fazer parte de uma lagoa ao longo do Mediterrâneo, e aberto uma passagem terrestre.

"As simulações que fizemos correspondem à descrição das passagens do Êxodo", diz Carl Drews. "A separação das águas pode ser vista através da dinâmica dos fluídos. O vento afasta a água, de uma forma que está de acordo com as leis da física, criando uma passagem segura com água dos dois lados e depois abruptamente permite que a água regresse".

Um evento destes ocorreu em 1882, quando um general do exército britânico descreveu um vento forte que afastou a água do Lago Menzaleh, do lado oeste do Canal do Suez.

Caminharam sob os fortes ventos


Com as águas afastadas, a passagem aberta, com uma extensão de três ou quatro quilómetros e outros cinco de largura, permitiria que um grupo de pessoas atravessasse através do terreno enlameado até à outra margem. Quando so ventos parassem de soprar, as águas rapidamente voltariam ao seu estado normal.

Isto implica que Moisés e o grupo de seguidores hebreus terão de ter atravessado esta passagem enquanto enfrentavam um vento que soprava a 101km/h.

As simulações realizadas são baseadas em várias zonas, com vários níveis de profundidade do rio Nilo, que sofreram alterações ao longo dos anos.

Fenómeno maior que as forças da natureza


Ken Ham é o diretor do Museu da Criação, um museu que apresenta a origem do Universo, de formas de vida e a história primária da humanidade segundo uma interpretação literal do livro do Génesis, e, de forma nada surpreendente, diz que não precisa de nenhuma explicação científica para o sucedido.

"A separação do Mar Vermelho é um milagre" explicou num email. "É um ato extraordinário de Deus. No entanto, Deus usou a força da natureza - o vento - para realizar este milagre. Mas não é preciso darem explicações naturais a fenómenos sobrenaturais".



Veja o vídeo em que os cientistas simulam o fenómeno atmosférico

quarta-feira, setembro 22, 2010

Comportamento
Cientistas descobrem o preço do amor: dois amigos
Começar um relacionamento altera o convívio com as outras pessoas

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientistas-descobriram-o-preco-do-amor-dois-amigos-proximos


A explicação é que a atenção do indivíduo passa a se concentrar no parceiro romântico e não sobra tempo para se relacionar com alguns dos amigos próximos
Dois amigos próximos. Esse é o preço que as pessoas pagam por se apaixonar, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O levantamento foi feito a partir de entrevistas a 540 pessoas maiores de 18 anos. Os pesquisadores perguntaram às pessoas sobre suas amizades mais próximas e se houve mudança no convívio com os outros depois que elas começaram um relacionamento amoroso. Os resultados mostraram que em um círculo de cinco amigos próximos, pelo menos dois perdem o contato.

O antropólogo Robin Dunbar, coordenador da pesquisa, considera próximos os amigos que se veem ao menos uma vez por semana ou pessoas às quais se recorre em momentos de crise. Em um grupo chamado de "simpatia", ele inclui aqueles que se encontram uma vez por mês. Os resultados do estudo confirmam que o amor pode levar a um distanciamento nos outros relacionamentos afetivos, uma vez o parceiro acaba tomando o lugar de um amigo ou parente.

Dedicação - "O compromisso emocional é relacionado com a frequência de interações dos indivíduos", observou Dunbar. "Se as pessoas não se veem, esse compromisso começa a cair rapidamente". Para o pesquisador, a explicação está na atenção que o indivíduo passa a dedicar ao parceiro, não sobrando tempo para se relacionar com os amigos próximos. "Por isso, alguns relacionamentos começam a se deteriorar e são rebaixados", concluiu.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Investigação
Peixes voadores são mais rápidos que algumas aves
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1666516&seccao=Biosfera
por CÉU NEVESHoje


Cientistas estudaram a aerodinâmica dos peixes voadores. Estão mais de 40 segundos no ar, fazendo 400 metros a 70 km/h

Peixes voadores já todos vimos ou, pelo menos, ouvimos falar. E até de aves que dão mergulhos no mar. O que não estava explicado é porque é que os peixes voadores podem permanecer no ar mais de 40 segundos, cobrindo distâncias de 400 metros e a uma velocidade acima dos 70 km/hora. O segredo está em "voar" paralelamente à superfície, concluíram dois engenheiros da Universidade Nacional de Seul, Coreia. E que estudaram a aerodinâmica destes animais para perceber como conseguem ser tão eficientes.

Haecheon Choi, engenheiro mecânico, foi o primeiro a deslumbrar-se com a arte de voar de alguns peixes. O que aconteceu ao ler o livro de Ciências dos filhos, tendo apresentado um projecto de investigação ao colega de equipa, Hyungmin Park. O objectivo era perceber como determinados peixes conseguem permanecer tanto tempo no ar.

Entre as 40 espécies de peixes voadores que são conhecidas no mundo, Haecheon Choi e Hyungmin Park estudaram cinco de tamanho similar, o que os levou ao mar do Japão, onde vive uma grande comunidade. Além da colaboração científica da universidade a que pertencem, tiveram o apoio de algumas associações.

Os resultados do estudo foram, agora, publicados no Journal of Experimental Biology.

Os dois cientistas concluíram que, efectivamente, os peixes utilizam as barbatanas como asas, e há espécies que têm "quatro asas" (barbatanas peitorais), conseguindo uma melhor relação sustentação-força de arrasto. Mas foram mais além ao explicar a forma como adaptavam as bar- batanas ao meio aéreo.

O que os cientistas coreanos podem, agora, explicar é porque há peixes voadores que são mais eficientes do que aves. E descobriram que é o facto de sobrevoarem tão próximo e paralelamente à superfície que faz aumentar a sua eficácia e a velocidade do voo. Habilidades que os levaria a ganhar uma corrida se tivessem como adversários os patos e petréis (aves marinhas).

Os investigadores colocaram seis sensores em diversas partes do corpo dos peixes voadores mortos, sem que isso interferisse na sua flexibilidade, e meteram-nos num túnel de vento. O objectivo foi testar a relação entre a distância e o tempo de voo.

Uma vez colocados no túnel, observaram a aerodinâmica dos animais quando inclinados para os diferentes ângulos e quan-do se levantavam de uma superfície sólida e líquida.

As conclusões de Choi e Park, publicadas no Journal of Experimental Biology, indicam que quando os peixes voam junto à superfície do mar reduzem a resistência, aumentando a sustentação/força de arrasto, maximizando a eficiência de voo.

Os investigadores vão ao ponto de dizer que os peixes voadores "deslizam melhor que os insectos, assim como aves tal como os petréis e os patos". E que deslizam tanto mais longe quanto mais perto sobrevoam à superfície, que é o que fazem em meio natural, o mar.

Verificaram, ainda, que os peixes voadores são mais estáveis na deslocação do que algumas aves marinhas. E outras das vantagens é que estão mais bem adaptados aos dois meios ambientes, seja o marítimo, em que habitualmente se movimentam, seja o aéreo.

Choi e Park não pretendem, apenas, explicar a aerodinâmica dos peixes voadores.

Agora querem construir um avião com uma tecnologia inspirada na forma de deslocação destes animais, melhorando a sua performance.

Dicas de arrumação
Truques para as sobras de comida
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1665825&seccao=Sa%FAde

por Consultório DECOOntem



A contaminação microbiana, muitas vezes, é invisível e não tem cheiro nem sabor. É causada pelo desenvolvimento de bactérias, bolores e outros microrganismos e pode originar doenças. Os principais culpados são conhecidos: salmonela, campylobacter e listeria. Afectam o funcionamento do aparelho digestivo e, entre outros, provocam vómitos e diarreias.

Quando os microrganismos, como o Clostridium botulinum e o Staphylococcus aureus, produzem toxinas, podem surgir intoxicações alimentares com consequências mais graves, como morte dos tecidos atingidos e paralisia dos músculos. Mas um alimento contaminado não é causa necessária de doença: depende da quantidade de germes e da resistência do indivíduo.

Boas práticas e temperaturas de conservação adequadas retardam a degradação. Na cozinha, siga à risca as regras de higiene. Manipule os alimentos com as mãos e utensílios limpos e não corte, por exemplo, o frango e os legumes sem lavar a faca, para evitar contaminações cruzadas. Deixe cozinhar bem os pratos, de modo a eliminar os microrganismos.

Se sobrar comida preparada, arrefeça e guarde no frigorífico. O interior do aparelho fica mais quente quando são introduzidos novos alimentos, mesmo que estejam à temperatura ambiente. Com comida quente, o aumento é maior e, além de pôr em causa a conservação, pode danificar o frigorífico.

O período de conservação depende do tipo de alimento. No geral, os mais ácidos e secos resistem mais e, em muitos casos, não precisam de refrigeração. Os perecíveis, como carne, peixe, marisco e bolos com creme, devem ser guardados no frigorífico e consumidos em entre 1 e 3 dias.

As sobras de refeições aguentam alguns dias, se forem bem cozinhadas e guardadas, no máximo, a 4º C. À cautela, não as guarde mais de 2 a 3 dias. Para evitar o desperdício, antes de sair para o supermercado faça uma lista em função das necessidades da família. Os congelados e refrigerados devem entrar no carrinho em último lugar. Transporte num saco térmico e guarde no frigorífico logo que chegue a casa.

Caso não preveja consumir as sobras no prazo de 1 a 3 dias, congele em doses individuais. Descongele no microondas ou no frigorífico. Aqueça bem a comida e apenas uma vez. Se restarem alimentos, deite-os fora. Em matéria de saúde, é melhor jogar pelo seguro.

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- Coloque os produtos com validade mais curta à frente, para consumir primeiro. Guarde fruta e legumes cozinhados, iogurtes, queijo, compotas, maioneses e outros molhos embalados na zona menos fria.

- Junto à serpentina de arrefecimento, a zona mais fria, coloque peixe, marisco e carne crus e cozinhados, bolos com creme e sobras de refeições.

- Na gaveta, guarde fruta e legumes frescos em embalagens individuais. Na porta, deixe ovos, manteiga e bebidas.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Investigação
Gregos terão visto o Halley em 466 a. C.
http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1661158&seccao=Biosfera
por HELDER ROBALOHoje


Astrónomos gregos terão visto o cometa Halley 226 anos antes dos chineses, segundo documentos antigos agora revelados


A observação de um cometa feita pelos gregos em 466 antes de Cristo (a. C.) poderá ser o mais antigo avistamento do cometa Halley documentado até hoje, de acordo com a tese de um grupo de investigadores agora divulgada pela revista New Scientist.

O Norte da Grécia terá sido atingido por um meteorito no período temporal entre os anos de 466 e 468 a. C. e, segundo um artigo publicado no Journal of Cosmology pelo filósofo Daniel Graham e o astrónomo Eric Hintz, ambos da Universidade Brigham Young (EUA), documentos antigos de astrónomos gregos referem a existência de um cometa no céu quando o meteorito caiu.

Este detalhe não tinha merecido grande destaque até ao momento, mas, segundo o artigo do Journal of Cosmology, citado pela revista New Scientist, o cometa teria sido visível durante cerca de 80 dias em 466 a. C., na região de Hellespon, no Norte da Grécia.

Se as novas descobertas forem confirmadas, os investigadores vão fazer recuar a data da primeira observação documentada do Halley em 226 anos. Até à data, o registo mais antigo que existia era referente a um visionamento datado do ano 240 a. C. feito por astrónomos chineses.

Os relatos feitos nos documentos dos antigos gregos falam sobre a queda de uma rocha do espaço durante o dia e, pelas descrições, com o tamanho aproximado de uma carruagem de mercadorias. O objecto, descrito como tendo uma cor "queimada", tornou-se numa atracção turística durante mais de 500 anos.

Para conferir um mínimo de credibilidade aos relatos feitos pelos documentos gregos, Eric Hintz e Daniel Graham reconstituíram a rota mais provável do cometa Halley, de modo a tentar perceber se ele coincidia com as observações efectuadas. Segundo os cálculos feitos pelos dois investigadores, o Halley pode ter sido visível durante cerca de 80 dias entre o início de Junho e final de Agosto do ano 466 antes de Cristo, dependendo das condições atmosféricas e da escuridão do céu.

Os dois investigadores frisam que "é difícil voltar tão atrás no tempo". "Não é como um eclipse, que é muito previsível", salienta Eric Hintz à BBC News. Frisando, no entanto, que a equipa se sente bastante confiante sobre as suas conclusões. "Se a observação de 240 a. C. foi aceite, esta também tem possibilidades bastante sólidas para o ser." Acrescentando que, se esta teoria for aceite, ela terá ocorrido "três órbitas antes da observação feita pelos chineses".

Questionado se é possível que a queda do meteorito e a passagem do cometa Halley estejam relacionadas, Eric Hintz mostra-se céptico. "Seria realmente interessante se estivessem ligados, se fosse um pedaço do Halley que caiu. Mas a nossa impressão é que se trata apenas de uma curiosa coincidência", sublinha o investigador