Nos 200 anos da batalha de Iena
http://dn.sapo.pt/2006/10/15/internacional/nos_anos_batalha_iena.html
15 de Outubro de 2006
Mais de 1300 nostálgicos vindos de toda a Europa concentraram-se ontem no antigo campo de batalha perto da cidade alemã de Iena, fardados a rigor, para reconstituírem a vitória da "Grande Armée" (o Grande Exército) de Napoleão sobre os (então) fracos prussianos. A reconstituição foi bem mais divertida do que o combate original. Tirando dores de cabeça e alergias ao fumo, não há notícia de ferimentos. Os 30 mil turistas presentes não deram por mal gasto o preço do bilhete (entre 8 e 60 euros).Há 200 anos, os acontecimentos foram mais dramáticos. A fuzilaria deixou 30 mil a 50 mil soldados mortos ou feridos. Um quinto a um terço de baixas, pois os dois exércitos somavam 150 mil homens. A pólvora foi autêntica. Napoleão era autêntico.Ontem, os uniformes eram apenas cópias rigorosas; os canhões faziam barulho, mas só disparavam pólvora seca. Verdadeira, só mesmo a banda de música, reunida à pressa para satisfazer o imperador, um actor americano com forte sotaque, que gritou convictamente "La victoire ou la mort". O público, maioritariamente alemão, assistiu a uma copiosa derrota prussiana e os figurantes, vindos de toda a Europa, reproduziram as geniais manobras de Napoleão. Em 1806, venceram os franceses, consumando a construção de um império vasto, mas efémero. Em 2006, houve cerveja, salsichas, e os nostálgicos gritaram "Vive l'Empereur!" num francês duvidoso. No fim, ganharam todos, como devia ser sempre.LN

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