Radiografia melhora detecção de doenças
http://dn.sapo.pt/2007/11/27/ciencia/radiografia_melhora_deteccao_doencas.html
27 de Novembro de 2007
Um novo aparelho promete revolucionar os meios de diagnóstico por radiografia. O scanner da Philips, que acaba de ser anunciado, tem a particularidade de reproduzir imagens do corpo a três dimensões, com uma clareza sem precedentes. E com a vantagem adicional de reduzir em 80% a exposição a radiações.O aparelho consegue tirar um grande número de imagens de raio x, combinando-as e colocando-as em sobreposição, o que garante imagens finais de grande detalhe.A rapidez é outra das características da máquina da Philips, pois produz imagens numa fracção de tempo dos equipamentos actualmente existentes. A título de exemplo, uma radiografia de corpo inteiro demora menos de um minuto, podendo rodar quatro vezes no espaço de apenas um segundo. Ou seja, a máquina é 22% mais célere do que os sistemas actuais.A novidade foi revelada na Sociedade Radiológica da América do Norte, oferecendo novas possibilidades aos médicos na despistagem de doenças. Porque as imagens a três dimensões podem rodar e ser vistas de ângulos variados, a identificação de sinais de anomalias fica substancialmente facilitada. Por outro lado, as imagens podem ser vistas a partir de qualquer computador num hospital ou por colegas e investigadores, que se encontrem distantes, o que promove a partilha de informação entre uma equipa ou uma comunidade científica.De momento, o Brilliance TC - assim se chama o aparelho - é utilizado apenas num hospital, o Metro Health Medical Centre, em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio, que começou a usá-lo ao longo do último mês."Este scanner é tão poderoso que consegue captar a imagem do coração inteiro em apenas duas pulsações", disse Steve Rusckowski, o chefe executivo da Philips Medical Systems. O preço deste aparelho multifuncional permanece, contudo, desconhecido. A companhia discográfica EMI esteve por detrás do primeiro CT scanner comercialmente viável , que foi inventado em 1972 pelo britânico Godfrey Newbold."Esta inovação parece ser um novo passo em frente face àquilo que éramos capazes de fazer. A alta resolução permite-nos ver coisas pequenas, tanto nos pulmões como nas artérias, e depois decidir se existe algo errado e qual a melhor maneira de chegar lá", considerou o presidente da fundação britânica do pulmão. Keith Prowse acrescentou que, "em caso de cancro, ajuda-nos a ver até que ponto se espalhou. Também nos ajuda a reconhecer padrões de anormalidade. Promete ser um avanço significativo".As inovações nos sistemas de radiografia têm merecido distinções científicas importantes, nomeadamente do prémio Nobel. Em 1979, tanto o inventor do primeiro sistema comercializável, como Allan McLeod Cormack, da Tufts University - que criou um sistema semelhante -, foram galardoados com o prémio Nobel de Medicina.- C.A.

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