Bardot e os "paparazzi"
actriz
00h59m
Foi um dos ícones pop do século XX. E foi por isso uma das personalidades mais fotografadas do Mundo. Uma presa fácil para os paparazzi da época, mais tolerados e mais artísticos que os de hoje.
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=1353973
Até 3 de Outubro, é possível ver na galeria James Hyman, em Londres, 75 imagens de Brigitte Bardot (http://jameshymangallery.com) da autoria de alguns dos mais famosos fotógrafos de celebridades nos anos 1950 e 1960.
Os fotógrafos paparazzi são actualmente sinónimo de invasão da privacidade mas, em meados do século XX, captaram o charme de estrelas como Brigitte Bardot com imagens que são hoje consideradas obras de arte.
É este o princípio da exposição "Brigitte Bardot e os primeiros paparazzi", na galeria James Hyman, em Londres, onde estão reunidas 75 fotografias que marcam "uma forma diferente de olhar para as celebridades e o início de uma nova cultura", disse o dono da galeria à Lusa. James Hyman defende que fotógrafos como Tazio Secchiaroli e Marcello Geppetti são "pioneiros de uma forma diferente de fotografia", tal como foram os precursores da fotografia do século XIX. Secchiaroli é considerado o primeiro paparazzo e foi imortalizado no filme "La dolce vita", de Frederico Fellini.
Da exposição fazem parte retratos feitos nos bastidores dos filmes, imagens na rua ou na praia e fotografias feitas em séries de estúdio.
Para Hyman, a diferença dos paparazzi daquela época é que "eram próximos e atraídos pelos objectos" e não se resumiam a ter "uma grande lente e a invadir a privacidade das pessoas".
A fotografia da altura, sublinhou, "é mais inocente e mostra o glamour" daquela época.
Exemplo disso, destacou, são as imagens de Bardot recolhidas por Patrick Morin no aeroporto de Roma, em 1961, onde a actriz francesa é rodeada de admiradores e jornalistas.
Morin foi um dos responsáveis pela fotografias de BB em biquíni, em Cannes, que ajudaram a lançar a carreira da protagonista de "E Deus criou a mulher".
Bardot, acima de tudo, "foi uma pioneira e símbolo de nova atitude das mulheres, de liberdade sexual", justifica Hyman.
Por isso, dedicou a exposição à actriz, que completa 75 anos a 28 de Setembro, mas que "ainda parece contemporânea na forma como veste e aparenta".
A exposição, que termina a 3 de Outubro, não é a primeira com imagens de paparazzi.
Em 1997, foram tema de uma exposição na galeria Robert Miller, em Nova Iorque, e estiveram em destaque outra vez em 2008, na Fundação Helmut Newton, em Berlim.

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