Descoberta de uma inscrição em obra-prima de Goya leva Museu do Prado a fazer estudo sobre autoria do quadro
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25.06.2008, Nuno Ribeiro, Madrid
Sempre houve dúvidas sobre a autoria de O Colosso, mas agora a releitura de uma inscrição no quadro levou o museu madrileno a lançar uma investigação
A O Museu do Prado, em Madrid, decidiu proceder a um estudo sobre a autoria do Colosso, quadro atribuído a Goya, depois de José Luís Díez, chefe de conservação de pintura do século XIX do museu, ter descoberto uma nova inscrição no canto inferior esquerdo da tela. Com esta descoberta, levantam-se dúvidas sobre a autoria da pintura.
Foi o próprio Luís Díez que fez esta revelação, no decorrer de um encontro de peritos mundiais sobre a obra de Francisco Goya. Segundo Díez, a ampliação de uma foto de um ângulo preciso do Colosso possibilitou ver uma inscrição diferente da referida pelo historiador britânico Nigel Glendinning, que atribuiu a autoria do quadro a Goya.
A inscrição que Glendinning interpretou como "XVIII", e que corresponderia a um quadro titulado Um Gigante no inventário-guia de 1812, seria, afinal, outra. Nada teria a ver com tal inventário, que levou o quadro a ser atribuído a Goya, mas com as iniciais A.J.
O ajudante Juliá
A forma destas iniciais tem semelhanças com inscrições idênticas encontradas em quadros de Asensio Juliá, um dos mais directos colaboradores de Francisco Goya.
Em 1798, Goya recebeu a encomenda de decorar a ermida de Santo António de Florida, de Madrid. A surdez do pintor e a sua saúde muito instável levaram Goya a contratar um ajudante: Juliá, conhecido como El Pescadoret, porventura por ser filho de pescadores valencianos.
Trabalharam juntos nos frescos do templo e o autor dos Caprichos inclusivamente pintou até um retrato de Asensio Juliá.
A tese que atribui a autoria do quadro a Juliá - de que aliás discorda Nigel Glendinning - levou a que no encontro científico os peritos reclamassem prudência e sublinhassem a necessidade de se fazer um estudo mais aprofundado.
Recorda-se que O Colosso é um dos quadros emblemáticos de Francisco Goya e uma das obras-chave na produção do pintor. No entanto, Manuela Mela, chefe de conservação das obras de Francisco Goya no Museu do Prado, não deixou de recordar as dúvidas que sempre existiram sobre a autoria deste quadro.
Razão pela qual o museu espanhol decidiu avançar com os estudos necessários para esclarecer qual será o verdadeiro autor da obra. Os resultados serão publicados dentro de meses, no Boletim do Prado. Segundo o PÚBLICO apurou, a direcção do museu madrileno admite haver probabilidades reais de o quadro ser de Asensio Juliá.
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